Depressão Infantil

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Depressão Infantil

A depressão infantil é ainda um grande tabu em nossa sociedade. Muitos acreditam que, pela infância ser uma época considerada feliz e sem grandes responsabilidades, seria impossível que uma criança entrasse em depressão. No entanto, a depressão é uma doença psiquiátrica que tem causas neurológicas e bioquímicas e, por isso, pode afetar seres humanos de qualquer idade e estágio de desenvolvimento.

Nesse texto vamos falar sobre a depressão infantil, como ela se apresenta e quais são os principais sinais sentidos pelas crianças.

O que causa a depressão infantil?

A depressão infantil pode ocorrer da mesma forma que nos adultos: por causa de alguma dificuldade que ela está enfrentando em sua vida, como ter que lidar com alguma deficiência física ou bullying na escola, ou após algum evento traumático, como a perda de um ente querido ou a separação dos pais. No entanto, assim como nos adultos, a depressão infantil também pode ocorrer sem nenhum evento ou causa aparente, e quanto mais cedo for diagnosticada maiores as chances de um tratamento bem sucedido.

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Sintomas da depressão infantil

Desanimo e frustração são sintomas comuns tanto em crianças em adultos. Por não serem tão articuladas e terem mais dificuldade de lidar com seus problemas emocionais devido a imaturidade decorrente da idade, as crianças costumam somatizar suas emoções, queixando-se bastante de dores e outros sintomas físicos. Outros sintomas também são comuns, como o mau humor, a irritabilidade e um comportamento agressivo, desobediente e provocativo.

É claro que, para serem considerados sintomas de depressão, esses comportamentos devem durar mais do que seis meses e serem acompanhados de outros sinais, bem como devem ser diagnosticados de um profissional.

Os principais sinais a serem observados no comportamento de uma criança com suspeita de depressão são os seguintes:

  • Falta ou excesso de apetite;
  • Distúrbios de sono, com pesadelos e choro na hora de ir para a cama;
  • Baixa autoestima e sentimento constante de culpa;
  • Agressividade descontada em brinquedos ou animais de estimação;
  • Isolamento e, ao mesmo tempo, medo de ficar sozinha;
  • Perda de interesse em atividades que anteriormente se interessava;
  • Não se sente mais estimulada por nenhum tipo de brincadeira;
  • Dificuldades em se manter concentrado e focado em uma atividade;
  • Dificuldades de aprendizagem e baixo rendimento escolar;
  • Envolvimento em um maior número de pequenos acidentes.

Diagnóstico e tratamento para a depressão infantil

A depressão infantil pode ser tratada de duas maneiras: com medicação e com psicoterapia, sendo comum uma combinação dos dois tratamentos, a depender do caso e em conformidade com as orientações médicas. Como as crianças respondem melhor ao tratamento, em muitos casos não é necessário o uso de medicamentos ou, caso sejam necessários, o período de sua utilização é muito mais curto que dos adultos. No entanto, o diagnóstico da depressão infantil é complexo e podem ser necessárias várias consultas com um profissional para que a doença seja de fato diagnosticada.

Além disso, é preciso descartar uma série de outros distúrbios ou síndromes comuns em crianças, como o déficit de atenção e hiperatividade, além de características que podem ser confundidas como um sintoma, como a agressividade, mas na verdade fazem parte da personalidade natural da criança.

O tratamento deve envolver toda a família e a participação dos pais é muito importante nesse período para que a criança trate o episódio satisfatoriamente, de modo a não apresentar outros quadros depressivos quando adulta.

Além da psicoterapia e remédios, estes sempre receitados por um médico, é de extrema importância que seja montada uma rotina saudável de atividades escolares, alimentação adequada, exercícios físicos e momentos de lazer, para que a criança seja imersa em um ambiente estimulante e, ao mesmo tempo, confortável.

Procurar a ajuda de um psicólogo o mais cedo possível é o primeiro passo para que a criança seja aliviada de seus sintomas físicos e emocionais.

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Autora: Thaiana Brotto(Psicóloga CRP 06/106524)

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