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Outubro Rosa: tudo sobre o movimento e a saúde mental de pacientes de câncer de mama

O Outubro Rosa é um movimento dedicado à conscientização das pessoas, especialmente das mulheres, sobre a importância dos exames de rotina para o diagnóstico do câncer de mama. Além disso, o autoexame e a saúde mental das pacientes são debatidos com maior enfoque durante todo o mês de outubro.

Embora seja importante abordar todos os impactos físicos do câncer de mama, também deve-se dedicar atenção à saúde mental das mulheres que recém receberam o diagnóstico e as que convivem com a doença há mais tempo. Ambas as situações são difíceis e podem ser emocionalmente exaustivas.

Quando a saúde da mente é devidamente reconhecida, a convivência com a doença se torna menos desafiadora. Portanto, neste Outubro Rosa, reflita sobre a importância da saúde mental em conjunto com a saúde física.

Como surgiu o Outubro rosa?

Valor Consulta Psicóloga Marcela






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Este movimento internacional teve início nos Estados Unidos. Diversos estados do país faziam ações de conscientização sobre o câncer de mama e, com o tempo, o mês de outubro passou a ser associado ao cuidado com a doença e à importância da mamografia.

As cidades americanas colocavam decorações cor-de-rosa em locais públicos, preparavam iluminações de edifícios e os eventos voltados à sensibilização da população sempre faziam alusão ao laço rosa. Entre eles estavam corridas, partidas de boliche em prol da causa, desfiles de moda com pacientes que vivenciaram o câncer de mama e jantares beneficentes. 

Em 1997, essas iniciativas independentes foram denominadas como “Outubro Rosa” e passaram a integrar um único movimento. Com o passar dos anos, ele ganhou popularidade mundial e se espalhou para diversos países.

Qual é a importância do Outubro rosa?

Devido à sua popularidade e abrangência, o Outubro Rosa consegue alcançar públicos que normalmente não teriam acesso a importantes informações sobre prevenção e tratamento.

No Brasil, por exemplo, muitas pessoas vivem sem acesso à internet ou educação de qualidade. O único contato com essas informações pode ser através de ações locais fomentadas durante o mês de outubro.

Como a conversa sobre a saúde mental das pacientes de câncer de mama tem crescido dentro do movimento, mais mulheres podem adquirir conhecimento sobre o assunto. Dessa forma, podem aprender a cuidar de si mesmas ou buscar ajuda de psicólogos para enfrentar a doença.

Além disso, o movimento é uma maneira de aproximar mulheres com experiências semelhantes, criando uma rede de apoio entre pacientes. Essas amizades são ótimas para trocar confidências sobre a vivência com o câncer e fortalecer a saúde mental. É sempre bom poder contar com pessoas durante momentos de crise, não é?

Por fim, o Outubro Rosa é um lembrete anual para as mulheres voltarem à atenção para os seus corpos. Quando o diagnóstico do câncer é feito rapidamente, as chances de cura são maiores e o tratamento, mais eficaz.

Como ter saúde mental diante do diagnóstico do câncer de mama?

Receber o diagnóstico de uma doença séria nunca é agradável. Conviver com o câncer de mama e os efeitos colaterais do tratamento pode provocar desgaste emocional e físico. Porém, é possível encarar a situação com um olhar mais brando e não se abalar ao passar por períodos complicados.

A maneira como você reage a essa adversidade faz toda a diferença!

Pense assim: apesar de existirem muitos fatores os quais você não pode controlar, também há muitos que você pode, como o seu humor, as suas escolhas, os seus hábitos e os seus relacionamentos. Então, por que não escolher o caminho menos doloroso para conviver com a doença?

Em seguida, você vai encontrar algumas dicas para ajudá-la a se sentir bem diante do diagnóstico do câncer de mama.

1.     Compartilhe os seus sentimentos

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Assim que receber o diagnóstico, você pode sentir medo (incerteza sobre o futuro), choque e negação (“por que isso aconteceu comigo?”), raiva (questionamentos sobre o que você fez para merecer estar doente), ansiedade (sobre o tratamento e as consequentes mudanças em sua vida), incredulidade (especialmente se você estiver se sentindo saudável), entre outros.

Não guarde o turbilhão de sentimentos dentro de você. Compartilhe-o com amigos, familiares, seu psicólogo, grupos de mulheres diagnosticadas com câncer de mama ou via métodos criativos de autoexpressão, como pintura ou escrita.

Algumas mulheres documentam seus sentimentos ou jornada até a cura do câncer em um diário. Para elas, é uma forma terapêutica de expressar emoções e pode dar certo para você. Caso não seja muito o seu estilo, busque outras maneiras de compartilhar o que está sentindo.

2.     Adapte-se a nova realidade no seu tempo

Ajustar-se a realidade do diagnóstico pode levar tempo, portanto, não se pressione para agir como se nada tivesse acontecido no dia seguinte. Permita-se sentir-se triste, chocada ou frustrada. Entretanto, não se entregue totalmente para os sentimentos ruins.

É normal (e necessário para o seu bem-estar emocional) sentir-se para baixo diante de notícias desagradáveis, especialmente quando somos pegos totalmente de surpresa. As emoções e sensações negativas acabam se dissipando nos dias subsequentes. Logo, você conseguirá modificar a sua perspectiva sobre a sua condição de saúde atual e aceitá-la sem pressão e sem estresse.

Se elas permanecerem, no entanto, você pode se sentir tentada a sucumbir a elas e fortalecê-las com apreensões e pensamentos cada vez mais negativos. Nesse caso, é recomendado fazer terapia para desapegar-se dos sentimentos negativos.

3.     Mantenha-se conectada a sua identidade

Você pode se sentir desconectada de si mesma ou desejar afastar-se de seu “eu” interior por conta das possíveis alterações corporais. A queda da autoestima e a aversão à própria aparência também podem acontecer. Esses sentimentos podem levá-la a querer retomar o controle de sua vida através de meios não muito saudáveis, além de favorecer o aparecimento da depressão ou ansiedade.

Para evitar a desagradável sensação de dissociação, dedique atenção reforçada à sua autoimagem e não deixe de fazer as coisas que gosta devido ao diagnóstico. Não se sinta como se não tivesse o direito de se divertir de determinada forma por causa dele.

Você pode continuar vivendo normalmente, seguindo orientações do médico para mantê-la saudável. O câncer de mama não vai subitamente substituir a sua identidade. Você ainda é você, e não patologias físicas ou mentais.

4.     Desenvolva técnicas para administrar o estresse diário

Você vai se sentir estressada às vezes porque alguns dias naturalmente serão mais estressantes que outros. Balancear a vida pessoal, profissional, amorosa e o cuidado com o câncer de mama, bem como efeitos colaterais e emoções intrusivas, não é nada fácil.

Para enfrentar a sensação de sobrecarga, você pode incluir períodos que promovam o relaxamento em sua rotina ou buscar terapias alternativas, como meditação ou acupuntura. Dedicar tempo durante a semana para a prática de hobbies, caminhar ou socializar com pessoas queridas também vai ajudá-la a se livrar da tensão e focar exclusivamente em você.

Do mesmo, você pode fazer atividades solitárias para recarregar as energias se achar necessário. Algumas pessoas se sentem mais energizadas quando em sua própria companhia, portanto, escolha o que for melhor para a sua situação.

5.     Não se isole das pessoas

O desejo de se isolar do mundo é comum em muitas mulheres. Você pode estar cansada demais ou desanimada demais para manter contato com amigos e familiares. Porém, as pessoas que lhe querem bem podem ajudá-la (e muito!) a superar os momentos mais complicados da convivência com o câncer de mama.

Então, mande mensagens ou faça chamadas de vídeo quando sentir-se sozinha. Caso a pessoa com quem você quer falar esteja ocupada no momento, marque de conversar sobre os seus sentimentos em outra hora.

Você pode recusar convites para programas sociais ou não querer receber visitas de vez em quando, mas não o tempo inteiro. A vontade exagerada de ficar sozinha pode ser um sintoma da depressão, portanto, fique de olho em seu estado mental e busque ajuda psicológica se necessário.

Como a terapia pode ajudar no tratamento de câncer de mama?

Os Psicólogos

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A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

Muitas mulheres tentam de tudo para se sentir bem, mas não conseguem alcançar o estado de bem-estar desejado sozinhas. Como cada pessoa carrega uma bagagem emocional diferente, a depressão ou a ansiedade podem se instalar mais facilmente em algumas pacientes.

A psicoterapia pode ajudá-las a se reerguerem e, ainda, oferecer suporte emocional e psicológico durante o tratamento do câncer.

Não raro o psicólogo se torna uma das principais fontes de apoio para a paciente, a qual aprende a cuidar das suas emoções com mais eficiência. Consequentemente, ela passa a sofrer menos. Não hesite em visitar um psicólogo ao sentir-se sobrecarregada com essa nova fase da sua vida.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana F. Brotto

CEO do consultório Psicologo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC

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