Por Katia Brito
Psicóloga · CRP 06/112126
Publicado em 31/03/2020 · Atualizado em 15/07/2026
A autoestima é um sentimento desenvolvido desde a infância na medida em que os pais elogiam ou demonstram de alguma forma atenção sobre determinada conquista do filho, o que tende a aumentar a autoestima da criança.
Por outro lado, quantas vezessomos punidos, inclusive já na vida adulta, por alguma falha ou erro quecometemos, e, por isso, somos deixados de lado? Nessas condições, nossaautoestima tende a diminuir, uma vez que não somos reconhecidos ou gratificadospor algo.
A autoestima se manifesta de forma não proposital, baseada em nossas próprias experiências com as pessoas e o mundo.
Um bom exemplo é quando um indivíduo que normalmente recebe muitos elogios tende a se sentir sempre bem e sua autoestima estar sempre alta.

Da mesma forma acontece quando apessoa passa por situações onde é destratada ou alvo de piadas – situações comoessa fazem com que a pessoa sinta sua autoestima abalada, passa a desacreditarem si mesma, pensar que tudo que construiu até o momento foi em vão, que não écapaz, e essa pessoa se frustra. Isso é chamado de baixa autoestima.
SUMÁRIO
- O que significa autoestima?
- Como desenvolver a autoestima
- Como elevar a autoestima
- Conhecendo seu valor
- Como identificar se você tem baixa autoestima
- 10 sintomas que alertam para a baixa autoestima
- 7 comportamentos ligados à baixa autoestima
- Como lidar com a baixa autoestima
- 8 Dicas para fortalecer a autoestima
- Saiba como os exercícios físicos influenciam na autoestima
- Como os exercícios físicos elevam a autoestima
- Os exercícios físicos também podem diminuir a autoestima, saiba como
- Como o psicólogo pode ajudar pacientes com baixa autoestima
- Como estimular a autoestima e o bem-estar
1. O que significa autoestima?
Autoestima é a capacidade quetemos de valorizar ou não a nossa identidade, se estamos satisfeitos com o quesomos, se confiamos em nós mesmos e se reconhecemos o nosso valor.
Para a psicologia, a autoestima éa avaliação subjetiva que cada um faz de si, das suas característicasemocionais e comportamentais.
Respondendo à pergunta do título deste texto, os psicólogos acreditam que não nascemos com um grau de autoestima pré-determinado.
Nós a desenvolvemos desde a infância, conforme recebemos elogios e somos reconhecidos por nossos pais a cada conquista que alcançamos. O fato de sermos aceitos e queridos contribui para a elevação da nossa autoestima.
Autoestima é uma daquelaspalavrinhas que muito ouvimos quando o assunto é o cuidado que devemos terconosco, com os nossos sentimentos e emoções.
Mas o que vem a ser, de fato, aautoestima? Quais razões influenciam para que a autoestima seja baixa ou alta epor que ela é tão importante para nós? Será que nós já nascemos com ela oudesenvolvemos a autoestima no decorrer da vida?
2. Como desenvolver a autoestima
A autoestima possibilita que tenhamos mais consciência da nossa essência, ampliando o nosso autoconhecimento e fazendo com que nos sintamos independentes, amados pelos outros e por nós mesmos. Desta forma, é muito importante aprendermos a desenvolver a nossa autoestima.
Já citamos que a participação dospais é de suma importância no desenvolvimento da autoestima desde a infância.Porém, a autoestima é estimulada não somente neste período, mas ao longo detoda a nossa vida.
À medida em que nos sentimos amados e reconhecidos pelos outros, passamos a nos amar também e, assim, elevamos a nossa autoestima.
Uma vez sabido que oreconhecimento dos pais, a priori, é de fundamental importância para odesenvolvimento do filho, vale a pergunta: se os pais não conseguiram propiciaressa condição de favorecimento, não será possível ter autoestima ao longo davida?
O desenvolvimento da autoestimaocorre na medida em que a pessoa se sente amada pelo outro, tendendo a aprendera se amar também.
A terapia nos casos de baixa autoestima pode ter como objetivos os seguintes aspectos:
- Buscará fortalecer os comportamentos que se aproximam do sentimento de ter autoestima, por exemplo, quando o paciente compartilha uma determinada conquista (promoção no trabalho, êxito escolar, melhora no relacionamento com as outras pessoas, realização dos planos de vida, etc.), as atitudes deverão ser reconhecidas e valorizadas pelo terapeuta;
- Desenvolver tomada de iniciativa e pró-atividade;
- Propiciar sentimentos “positivos”: felicidade, satisfação, bem-estar, realização, contentamento.
O objetivo é fazer com que,durante um processo terapêutico, o paciente consiga se diferenciar dos demais econquistar sua independência, aprendendo a ser amado e a se amar, porém, semprecisar se sentir amado por alguém específico.
A autoestima facilita o autoconhecimento e a habilidade de argumentar em causa própria, além de possibilitar que a pessoa se sinta independente, sem precisar deixar de se sentir amada pelos outros e por ela mesma.
Dessa forma, por que não tentar desenvolver ou, até mesmo, melhorar a autoestima?
3. Como elevar a autoestima
A autoestima não provém somente da aceitação por parte dos outros.
É necessário que, a partir de nossas experiências positivas, possamos reconhecer o que fazemos bem, o que nos torna mais bonitos, aguça nossas qualidades e nos satisfaz. Ao desenvolver o que temos de melhor, a nossa autoestima passa a ser elevada.
Por outro lado, existe também abaixa autoestima, que ocorre quando somos rejeitados, desvalorizados ou nãogostamos de nós mesmos.
Infelizmente são muitos os casos de pessoas com baixa autoestima. Em alguns deles, a questão é tão complicada que pode levar a um quadro de depressão. Para evitar este quadro, a intervenção de um psicólogo é bem-vinda e pode ajudar muito a resolver o problema.
4. Conhecendo seu valor
Já conheceu alguém que tentou se suicidar ao terminar um relacionamento? Esse é um grande exemplo de pessoa que não sabe ou não reconhece o seu valor.
Para este indivíduo, o seu valor estava depositado no outro, e, ao terminar o relacionamento, a pessoa ficou com a autoestima abalada, pois não sabia do seu verdadeiro valor.
A baixa autoestima afeta todas as áreas da vida do indivíduo: no trabalho, na família, na escola e, possivelmente, em todos os demais setores e ambientes que esse indivíduo está inserido.
Inclusive, é fácil notar quando alguém não se gosta, quando está sempre com humor negativo – tudo isso tende a fazer com que os demais se afastem, e isso acaba tornando-se um ciclo: quanto mais as pessoas se afastam, mais o indivíduo com baixa autoestima tende a isolar-se, sentindo-se cada vez mais triste e deprimido.
5. Como identificar se você tem baixa autoestima
A baixa autoestima é, muitas vezes, um subproduto da insegurança e falta de empoderamento. Ela também pode ser fruto de negligências ou mesmo frustrações na infância ou adolescência.
A psicologia reforça que esse problema além de ser grave, pode desencadear um quadro de depressão e dificultar muito as relações pessoais e profissionais de quem sofre com ela.
6. 10 sintomas que alertam para a baixa autoestima
- Faz auto avaliações frequentes perguntando: Por que sou assim?
- Sente cansaço e estresse constantes diante das atividades normais do cotidiano.
- Sorri raramente e tem uma visão negativa das pessoas que convive.
- Prefere ficar sozinho a conhecer novas pessoas. Tem dificuldade em fazer novas amizades.
- Sente-se incapaz de atingir objetivos anteriormente determinados.
- Acha que as coisas só dão certo com os outros.
- Culpa os outros pelos próprios erros.
- Evita fitar os olhos do interlocutor ao conversar.
- Acha-se o motivo do aborrecimento alheio.
- Teme o futuro, achando que coisas ruins vão acontecer.
7. 7 comportamentos ligados à baixa autoestima
Pessoas com baixa autoestimacostumam ser muito exigentes consigo mesmas, não aceitando elogios, ou aindaacreditam que eles são falsos. Podem acreditar que por trás dos elogios existemintenção não declaradas ou interesses camuflados.
Embora seja mais recorrente emmulheres, a baixa autoestima se manifesta em ambos gêneros e em qualquer idade.A tomada de decisão, a forma como se vê e a satisfação com seu entorno podemficar comprometidos, levando a complicações psicológicas e físicas.
Os sintomas nem sempre sãoclaros, mas costumam ser identificáveis. Confira abaixo alguns deles e verifiquese você pode estar sofrendo com baixa autoestima e como lidar com essetranstorno.
7.1. Complexo de inferioridade
Pessoas com baixa autoestima costumam acreditar que não são tão boas quanto às outras, que suas vidas são mais difíceis e que não estão à altura para merecer ser feliz.
Lidam diariamente com a negatividade e se comparam com outras pessoas de forma a estarem sempre em desvantagem.
7.2 Tentar agradar e surpreender os outros
Muitas das decisões das pessoas que têm baixa autoestima buscam agradar os outros e surpreender com atitudes que são inesperadas.
Podem inclusive se colocar em situações de risco para provar serem capazes. Isso está sempre relacionado com a necessidade de aceitação e integração grupos sociais ou em relacionamentos.
7.3 Críticas severas e perfeccionismo
Pessoas com baixa autoestima buscam surpreender os outros com seu perfeccionismo, exigem demais de si mesmos e são muito críticas com tudo o que lhe acomete.
Não conseguem ficar satisfeitas com seus resultados, procurando a autoafirmação como recurso e justificativa para seus méritos e fracassos.
7.4 Relacionamento abusivos e destrutivos
Pessoas com baixa autoestima estão mais predispostas a aceitarem e permanecerem em relacionamento abusivos e destrutivos.
Isso porque acreditam que não irão encontrar outra pessoa melhor, que não são capazes de despertar o interesse do outro ou mesmo para não lidar com a rejeição.
Esse comportamento também pode semanifestar no trabalho, fazendo com que se acredite que não haveráreconhecimento aos seus talentos.
7.5 Inseguranças, preocupações e medo de desafios
O medo do desconhecido é comum em pessoas com baixa autoestima. Isso acontece porque elas acreditam que não irão atender às exigências de novas situações e preferem manter uma média, sem assumir grandes riscos para não lidar com frustrações.
São preocupações muitas vezes injustificáveis, que ganham grande importância para quem está vivendo com esse transtorno.
7.6 Ansiedade, depressão e baixa autoestima
A baixa autoestima costuma desencadear diversos problemas com a autoaceitação de se ser quem é. Com isso, vem a ansiedade, que muitas vezes está relacionada com o que irão pensar da gente.
E a ansiedade pode gerar depressão, e uma certa resistência a correlacionar-se. É preciso atenção, pois esses sintomas estão diretamente ligados, e raramente se manifestam de forma isolada.
7.7 Turbulências emocionais
A oscilação emocional ocorre em pessoas com baixa autoestima, pois estão sempre lidando com a opinião dos outros e com o que irão pensar sobre elas. Atender a tantas exigências faz com que se tenha um excesso de preocupação com tudo o que se faz.
A pressão provoca as turbulências emocionais e crises de altos e baixos, muitas vezes presente na vida de pessoas com baixa autoestima.
Embora esses comportamentos sejam característicos em casos de baixa autoestima, nem sempre irão se manifestar em todos as pessoas que sofrem com esse transtorno.
Somente um psicólogo poderá diagnosticar com precisão se alguém sofre ou não com baixa autoestima.
O acompanhamento é indicado e a terapia cognitiva, por exemplo, poderá ajudar quem sofre com esse transtorno a lidar e perceber quando seu comportamento está ligado à baixa autoestima.
Sintomas comuns da baixa autoestima:
- Sentimento de Insegurança;
- Sentimento de dependência;
- Sentimento de raiva;
- Sentimento de inveja;
- Sentimento de inferioridade;
- Sentimento de incapacidade;
- Entre outros.
Causas que levam aos sintomas citados:
8. Como lidar com a baixa autoestima
Para a pessoa que tem baixa autoestima, num primeiro momento, é importante se aceitar e aceitar que tem um problema e que precisa ser resolvido. Entender que todos nós, seres humanos, somos formados de defeitos e qualidades, o que torna cada ser humano único.
Se há algo que pode ser transformado, deve ser mudado conforme seu desejo. Contudo, é importante aceitar aquilo que é nosso e que não pode ser mudado.
A pessoa com esse transtorno deve observar como vem tratando a si mesmo, sobretudo o que pensa sobre si e o que compara diante das outras pessoas.
Ninguém é igual a ninguém, suareferência é você mesmo! Caminhe rumo a uma vida mais tranquila e feliz!
Quem tem autoconfiança e respeito por si próprio consegue lidar melhor com os desafios da vida e busca sem culpa o direito de ser feliz.
9. 8 Dicas para fortalecer a autoestima
Se você se enquadra no perfildescrito acima, procure um psicólogo. Ele vai ajudar você a mudar as suasatitudes e o seu comportamento para vencer a luta contra o nível baixo deautoestima e elevar sua saúde mental.
- Examine seu passado: ao fazer essa retrospectiva, é possível perceber que alguns erros do passado podem ser corrigidos e outros não. Ao se deparar com o que não pode ser mudado, o melhor a fazer é aceitar a situação, reconhecer os erros e se concentrar apenas no que pode ser melhorado.
- Nunca diga “eu sou um fracasso” se uma tarefa realizada não saiu perfeita, pois ela poderá ser melhorada no futuro.
- Procure fazer o que gosta: busque atividades que considere prazerosas, como um esporte ou um curso de música, por exemplo, ou ainda preste serviços comunitários e sinta-se útil e importante. Quando fazemos algo que nos diverte e nos faz sentir mais leves, acabamos alcançando bons resultados, e aí nos sentimos mais fortes para encarar desafios maiores.
- Foque os aspectos positivos: não fique remoendo as críticas. Ao colocar o foco nos pontos mais positivos, sua percepção sobre a mesma situação muda para melhor.
- Comente com a família e os amigos as realizações positivas: seu próprio sucesso ajuda a reforçar a autoconfiança e a elevar a autoestima, além de neutralizar os pensamentos de auto depreciação.
- Faça ginástica e cuide de seu corpo: isso ajuda a ter uma percepção mais positiva de si próprio. A ginástica aumenta a autoestima dos praticantes porque melhora a saúde e a qualidade de vida em geral.
- Esqueça as comparações: tudo bem admirar as qualidades das outras pessoas e querer copiar as coisas boas, mas nem sempre o caminho escolhido por uma pessoa que a gente curte é o que vai nos fazer felizes. Por isso, o mais importante é saber o que você deseja. Tenha a coragem de decidir seu próprio destino, baseando-se nos seus valores e nas suas vontades. Olhe para dentro de si mesmo.
- Afaste-se das pessoas que sempre colocam você lá embaixo: se alguém vive inventando apelidos chatos ou coloca você em situações de humilhação, fuja! Prefira ficar ao lado de pessoas que mereçam o seu amor e a sua amizade.
10. Saiba como os exercícios físicos influenciam na autoestima
A princípio, os exercícios físicos contribuem significativamente para a elevação da autoestima. A atenção e o cuidado com o corpo e o momento de entrega a uma atividade pessoal despertam na pessoa um olhar mais positivo para o seu próprio ser.
Porém, na medida em que o indivíduo passa a se cobrar muito quanto à sua performance, a atividade física pode acabar interferindo negativamente na autoestima e, consequentemente, no bem-estar psicológico.

Neste caso, a ajuda de um psicólogo pode fazer a diferença, porque ele vai ajudar a pessoa a equilibrar harmoniosamente este conflito.
11. Como os exercícios físicos elevam a autoestima
A prática da atividade física regular beneficia o corpo e a mente, aumentando a autoestima e o equilíbrio emocional, melhorando a memória, aliviando o estresse e diminuindo a insegurança e a ansiedade.
O sistema nervoso como um todo é estimulado positivamente. É que durante os exercícios físicos, o fluxo de sangue no cérebro aumenta e os níveis de substâncias que promovem a sensação de bem-estar crescem.
Com isso, a pessoa passa a lidar melhor com os problemas, minimizar a insônia e ter uma melhor qualidade de vida.
Com o aumento da serotonina no organismo, que causa a sensação de bem-estar, controla-se, ainda, a insegurança, a ansiedade, a depressão e até o excesso de peso, aspectos bastante negativos para a autoestima. Nas academias, são comuns os exercícios em grupo.
Sem perceber, a pessoa acabaaperfeiçoando o relacionamento interpessoal, prática que pode ser levada para odia a dia. Afinal, quem não precisa se relacionar melhor com os outros?
Com o corpo bem condicionado e amente saudável, o indivíduo consegue manter o bem-estar psíquico. Porém, essesresultados estão relacionados à manutenção, ou seja, é preciso bastantedisciplina para manter a regularidade da atividade física.
No mínimo, os exercícios devemser feitos três vezes por semana, e ao escolher a modalidade, o melhor é levarem conta o gosto pessoal, porque assim será mais fácil ter prazer.
12. Os exercícios físicos também podem diminuir a autoestima, saiba como
Quando a atividade física épraticada com grande intensidade, de forma exagerada, ocorrem as famigeradaslesões musculares e outros desconfortos físicos, sendo que a pior consequênciasão os problemas ao coração. Afinal, tudo tem limite.
Como o excesso pode ser prejudicial, os especialistas recomendam a realização dos exercícios mais vigorosos somente por 30 a 50 minutos ao dia.
O certo é sempre consultar um médico antes de começar qualquer exercício físico regular, já que cada caso é um caso e somente o profissional poderá recomendar o que é melhor para cada pessoa.
Da mesma forma que o excesso de exercícios prejudica o físico, ele também compromete, na mesma proporção, a mente.
Não são muito raros os casos de pessoas que, na busca pelo corpo perfeito, ou atletas cujos desafios e metas se tornam cada vez mais ousados, tenham problemas emocionais relativos à sobrecarga de atividade física.
Mas não são só eles. Pacientes que buscam se exercitar para controlar sintomas como a depressão e a ansiedade também têm uma tendência a se cobrar demais. E quando não conseguem se dedicar tanto quanto gostariam ou acabam se excedendo, vem a frustração e o desânimo.
Quando a atividade passa ainterferir negativamente na vida da pessoa, ele deve procurar um psicólogo. Sóum profissional capacitado conseguirá orientar devidamente, de modo que nãohaja diminuição da autoestima e, neste caso, a pessoa entre num círculo viciosobastante prejudicial.

A terapia regular ajuda aequilibrar os conflitos criados a partir da lacuna entre a expectativa e arealização.
13. Como o psicólogo pode ajudar pacientes com baixa autoestima
Como vimos, a baixa autoestima passa por um processo até tornar-se um verdadeiro problema. Resumidamente, a baixa autoestima são os pensamentos negativos sobre si mesmo.
O psicólogo irá ajudar o paciente através de exercícios e testes mentais com imagens a intervir nos pensamentos negativos, levando a não autocrítica.
Psicologia e Autoestima
A terapia com um psicólogocontribui muito nos casos de baixa autoestima. Durante o processo, oprofissional irá tratar os seguintes aspectos:
- Fortalecimento
dos comportamentos positivos: a partir do relato de algo positivo que ocorreu
com o paciente, o psicólogo deve reconhecer e valorizar o fato; - Desenvolvimento
da iniciativa e pró-atividade: desenvolver no paciente a consciência de que ele
é capaz de tomar as decisões e realizar seus desejos; - Favorecimento
da positividade: levar o paciente a ter sentimentos de bem-estar, satisfação,
realização e felicidade.
Durante a terapia, o paciente vai se conscientizando de que é, sim, diferente dos outros, mas que isto não é um problema e a partir daí poderá conquistar sua independência, ou seja, não será mais dependente do amor e da aceitação dos outros, saberá se reconhecer e amar por aquilo que é.
A autoestima deve ser sempre trabalhada e desenvolvida para que tenhamos relacionamentos saudáveis e, enfim, fiquemos satisfeitos.
14. Como estimular a autoestima e o bem-estar
Você já parou para pensar o quanto a sua autoestima afeta a sua rotina e em como você impacta a vida de quem convive com você

Quando alguém se sente bem consigo mesmo, isso reflete em suas relações com outras pessoas, no seu bem-estar, na sua visão do dia a dia e traz benefícios para sua saúde mental.
No entanto, quando a autoestimaestá baixa, a sensação de bem-estar cai, os pensamentos se concentram nospontos considerados “negativos” de si mesmo, e sentir-se inferior einsuficiente é muito comum.
Este tipo de ideia, quando persistente e intensa, pode causar problemas de depressão, gerar fobias e acabar com as alegrias e o bem-estar na rotina.
Porém, existem meios para estimular o bem-estar e a autoestima que podem ser facilmente incorporados no dia a dia. Veja algumas formas de sentir-se melhor consigo mesmo:
14.1 Pratique exercícios físicos
Essa substância é capaz de diminuir dores, melhorar o humor e a concentração, combater a ansiedade, regular o sono e muito mais. Além disso, praticar exercícios é fundamental para perder peso, algo que influencia diretamente na aparência e, consequentemente, na autoestima.

14.2 Cuide da sua aparência
Às vezes, dar uma repaginada emsi mesmo é suficiente para que a autoestima suba em alguns pontos. Isso nãosignifica mudar completamente a aparência ou o guarda-roupa.
Experimente cortar o cabelo, cuidarda higiene, das unhas e vestir uma roupa de que gosta e que faça com que sesinta bem consigo mesmo. São pequenas ações do dia a dia que podem ter umimpacto positivo em como você vê a si mesmo e, como consequência, como osoutros o veem.
14.3 Cultive o hábito da leitura
É comprovado que manter hábitos regulares de leitura ajuda a estimular a mente, a reduzir o estresse, a melhorar a memória e a concentração e a deixar a rotina mais tranquila.
Mas além destes benefícios, é preciso levar em conta que ler é adquirir conhecimento que pode ser útil em vários momentos da vida, seja para fins de interações sociais, seja por questões profissionais.
A leitura ainda é uma forma eficiente de aumentar o vocabulário e de desenvolver um pensamento mais analítico e crítico sobre o mundo.
14.4 Estimule um pensamento positivo
Talvez você pense que esta é uma atividade impossível, mas esse é justamente o primeiro pensamento que precisa ser suprimido.
Acredite que é possível treinar sua mente para que cale todos os pensamentos negativos e os substitua por ideias positivas, que vão ajudá-lo a ver tudo de uma forma mais leve.
Pratique o exercício desubstituição de pensamentos negativos por ideias positivas diariamente, até queo hábito seja incorporado. Assim, logo você vai passar a acreditar mais em simesmo, sem ser desestimulado por possíveis obstáculos.
14.5 Busque autoconhecimento
Às vezes, buscar oautoconhecimento não é tão simples, e um psicólogo pode ter um papelfundamental nessa hora!
Não é possível ter uma boa autoestima e viver uma vida tranquila e com bem-estar sem conhecer a si mesmo.
Você precisa saber do que gosta e do que não gosta, seus pontos fracos e pontos fortes, suas conquistas e derrotas, seus instintos e reações. Autoconhecimento gera autoestima.
Um psicólogo também poderá ajudá-lo com essa questão, fazendo-o encontrar, principalmente, os seus limites.
O papel do psicólogo em casos de pacientes com baixa autoestima é de trabalhar as qualidades e aquilo que o paciente tem de melhor, e fazê-lo enxergar que tem, sim, um papel importante em sua própria vida e na vida dos que o cercam.
Portanto, trabalhar na sua autoestima e no seu bem-estar traz benefícios que vão muito além das questões individuais.
Como você se posiciona frente ao mundo reflete em como os outros o veem, impactando assim no ambiente de trabalho, nos ciclos de amizades e na vida amorosa.
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Autor: Psicóloga Katia Cristina Brito - CRP 06/112126Formação: Psicóloga com mais de 15 anos de experiência, com atuação clínica voltada ao atendimento de adultos e adolescentes. Possui formação com enfoque psicanalítico e especialização em Neuropsicologia, com atualização constante em neurociências e saúde mental.
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