Síndrome do Pânico

Categoria dos serviços do psicólogo: pânico, medo, fobia
Síndrome do Pânico

Diversas situações cotidianas podem causar ansiedade, como a entrevista para um novo emprego ou a proximidade da viagem tão esperada. É um estado emocional perfeitamente normal, até mesmo benéfico por nos manter alertas e eventualmente mais focados. O problema é quando a ansiedade toma proporções exageradas e passa a afetar negativamente a vida do indivíduo – esse é o caso da Síndrome do Pânico.

O que é Síndrome do Pânico?

A síndrome é caracterizada pela ocorrência de crises de pânico recorrentes e repentinas que causam sensações de medo ou mal-estar intenso acompanhada de sintomas físicos e cognitivos. Normalmente se iniciam sem causa aparente, de forma brusca, podendo as crises durarem entre 10 e 20 minutos ou, em alguns casos mais graves, até mais de uma hora. É uma condição que acomete frequentemente mais as mulheres e indivíduos entre acima de 60 anos.

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Os momentos de pânico podem gerar o “medo de ter um novo ataque”, uma condição delicada que interfere no comportamento do indivíduo em relação ao trabalho, lazer, ambiente familiar e social, fazendo com que ele se isole e evite locais ou situações nas quais já ocorreu um ataque de pânico.

Quais são os sintomas recorrentes?

Embora seja um transtorno psiquiátrico, os sintomas podem ser físicos ou emocionais (comportamentais). Fundamental é notar se três ou mais sintomas estão ocorrendo concomitantemente e com qual intensidade. Porém, os únicos profissionais que podem avaliar isso são os psicólogos e psiquiatras.

Sintomas físicos

  • Ansiedade extrema;
  • Tremores;
  • Náusea;
  • Tontura;
  • Suor intenso;
  • Palpitação;
  • Taquicardia (aceleração cardíaca);
  • Falta de ar (ou sensação de não conseguir respirar);
  • Fraqueza;
  • Palidez;
  • Mal-estar em geral.

Sintomas emocionais (comportamentais)

  • Sensação de que vai morrer a qualquer momento
  • Medo de perder o controle
  • Medo de ataque cardíaco, sem motivos para tal;
  • Medo de vomitar em público ou de ter dor de barriga, mesmo que não tenha qualquer razão fisiológica;
  • Evitar dirigir ou medo de enfrentar trânsito;
  • Medo de lugares abertos ou fechados, de multidão, de sair desacompanhado;
  • Sensação de estar “enlouquecendo”.
  • Evitar lugares específicos como padaria e restaurantes, principalmente se já ocorreu algum ataque nesses locais;
  • Entre outros.

Diagnóstico

Os pacientes com Síndrome do Pânico podem ter que seguir muitas visitas ao psicólogo até que se encontre uma causa para suas crises e sintomas. Toda crise é acompanhada de três ou mais sintomas acima e quem vai definir a gravidade deles é o psicólogo ou psiquiatra. Assim, qualquer sintoma típico de ataque de pânico deve ser comunicado ao profissional de sua confiança o quanto antes. As crises não são facilmente controladas pela própria pessoa e, se não houver atenção profissional durante sua ocorrência, podem piorar.

Não custa reforçar que por se tratar de um transtorno neurológico, embora com sintomas físicos, o diagnóstico somente pode ser feito por um psicólogo ou psiquiatra. A importância do psicólogo está também em avaliar se há outros transtornos associados, tais como depressão, esquizofrenia, fobia social, TOC, dentre outros.

Tratamento

Durante uma crise o importante é tranquilizar o indivíduo informando que os seus sintomas são fruto de um ataque de ansiedade, sem risco de morte. Deve-se reforçar que a crise é passageira e comentar que pode ser realmente intensa, desagradável e causar mal-estar. A respiração deve ser concentrada, feita pelo nariz, estimulando o indivíduo a colocar a atenção nela de modo que possa se tranquilizar rapidamente. Medicamentos somente devem ser tomados quando receitados por um psiquiatra.

A psicoterapia é fundamental para que as causas orgânicas sejam encontradas e trabalhadas dentro do contexto de vida do paciente. Durante o tratamento, o paciente deve ser consciente de que o mesmo será mais efetivo diante de sua determinação em realizar as ações indicadas pelo psicólogo, bem como se comprometer a não o interromper ou prejudicá-lo com o uso de álcool ou drogas.

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Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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